Tudo começou a 14 de Julho de 1930 com a emissora BBC. "The Man With a Flower in His Mouth" (O homem que tinha uma flor na boca), foi a primeira série americana de televisão que existiu.
84 anos depois, as séries televisivas são mundialmente conhecidas por atraírem milhares de fãs.
Algumas são de comédia, outras de romance e intriga, ou ainda de mistério, suspense ou terror.
Ao longo do tempo foram-nos apresentadas séries de sucesso ou séries que foram canceladas apenas na primeira temporada. Conhecemos personagens que pouco interessavam para a história e outros que mudaram toda a dinâmica da televisão.
A 8 de Junho de 2010 a rede de televisão ABC Family exibiu uma série que prometia dar que falar e que quebraria todos os records até então.
Pretty Little Liars (Pequenas Mentirosas) era então a recém aposta da televisão americana. Classificada como sendo uma série de drama, suspense e mistério e baseada nos livros com os mesmos nomes, PLL prometeu mudar a vida dos adolescentes de todo o mundo.
Situada na pequena cidade de Rosewood, na Pensilvânia, a série retrata a vida de um grupo de 4 raparigas que depois do desaparecimento da sua líder, começam a receber mensagens anónimas assinadas por "-A", que ameaça revelar todos os seus segredos.
Mas para quem tem o hábito de ver séries, sabe que existem personagens que ficam marcadas na história. Existe personagens que têm o dom de nos colar ao ecrã. Existem personagens que arrebatam uma única série, um único episódio ou uma única cena.
Mona Vanderwaal arrebatou a minha forma de ver televisão! Mona Vanderwaal apresentou-me o que é ser um personagem que faz história e que a marca de uma forma que nenhum outro consegue.
Mona surge na primeira temporada em flashbacks como uma rapariga bastante impopular antes de Alison desaparecer. O seu sonho era apenas pertencer ao grupo da Queen Bee. Mas Ali sempre a ridicularizou, enfatizando diversas vezes que ela não passava da "Loser Mona".
Depois de Alison desaparecer, Mona criou uma grande amizade com Hanna Marin. Ambas tornam-se as raparigas mais populares da Secundária de Rosewood.
E é assim que conhecemos Mona à primeira vista: uma rapariga simpática, fútil e com um grande sentido de humor.
Mas Mona é mais do que isso! Muito mais. No mais fundo do seu ser, Mona nunca esqueceu nem perdoou a forma como Alison a tratou. É uma rapariga insegura, cheia de complexos. Devido ao bullying que sofreu pela parte de Ali e à rejeição que sentia pelas pessoas à sua volta, Mona criou uma dimensão em si própria, no qual não era feliz com a sua vida.
O que Mona apenas queria, era atenção e carinho pela parte das pessoas. Era ser notada e amada. Era conseguir ter uma amizade verdadeira. E conseguiu-a com Hanna.
Foi por isso que tomou as rédeas do jogo de -A e resolveu atormentar as Liars. Afinal, elas absorveram a atenção que Hanna dava a Mona para elas mesmas. Sendo assim, o último episódio da segunda temporada apresenta-nos uma actriz sensacional: Janel Parrish.
Mona foi revelada como sendo -A e todo o drama, mistério e aura de suspense à volta dela, faz-nos colar ao ecrã de uma maneira que mais nenhum outro personagem me conseguiu fazer.
Tudo parece andar em câmara lenta com Mona em cena. Queremos absorver cada minuto, cada movimento e cada palavra. Mona faz Pretty Little Liars tornar-se uma série mágica. O tom de voz, as expressões faciais e o olhar penetrante, tiram-nos da nossa dimensão e transportam-nos para a cidade fictícia de Rosewood. Num piscar de olhos já não estamos no nosso quarto: estamos no mundo de Mona Vanderwaal!
Na terceira temporada somos levados para um edifício em especial. O Sanatório de Radley torna-se a nossa primeira casa, porque o nosso quarto deixou de existir depois de Mona aparecer em cena e com os seus brilhantes poderes mágicos ter-nos tirado do nosso cubículo.
Apresento-vos as melhores cenas que PLL teve. A personagem mudou, apesar da actriz ser a mesma. E é isso que nos atrai.
Enquanto que antes víamos Mona como apenas a amiga de Hanna, a rapariga bonita que gostava de atrair as atenções para si mesma e que alinhava em roubo de lojas, agora vimos o outro lado.
O lado sombrio. Conhecemos a Mona maquiavélica. A Mona que sofre de um transtorno de personalidade. A Mona que bateu no fundo do poço mas que ainda tem a capacidade de nos tornar impossível não gostar dela.
Afinal, ela é a Mona! Com os seus cabelos compridos, olheiras e sem maquilhagem, brincando com bonecas de porcelana e cantarolando músicas que fazem qualquer um tapar-se com os cobertores em pleno Verão, com jogos de palavras e charadas, Pretty Little Liars faz-nos arrepiar dos pés à cabeça quando uma cena de Mona em Radley é exibida.
Mas é mais do que isto. Mona faz-nos querer arranjar coragem no mais fundo do nosso ser, abrir os portões de Radley, caminhar por aqueles corredores obscuros e ir ter com ela!
Ela faz-nos querer vê-la em cena. Faz-nos roer de ansiedade por mais.
Mas ela não é apenas uma pessoa com uma doença mental. O que tem de mau, também tem de bom. É um génio de duas pernas e extremamente inteligente.
E neste momento já não estamos em Radley. Estamos na caravana de Mona, exactamente no meio de todos os computadores que nos dão acesso a toda a informação que queremos saber sobre as Liars. E é aqui que a nossa cabeça se perde outra vez e nos embrenhamos de uma forma na qual não conseguimos sair. Somos um computador que foi invadido pelo vírus da Mona. E por mais anti-vírus que tentemos, não a conseguimos eliminar.
But she's all better now! E quando pensamos que ela não nos consegue surpreender mais, eis que caímos estatelados no chão.
A quarta temporada ensina-nos uma grande lição: Good girls do bad things sometimes (Raparigas boas fazem coisas más às vezes).
A confissão de Mona pelo assassinato de Wilden, faz-nos um nó na cabeça em três tempos. A banda sonora ajuda, mas o mérito é de Janel.
Porque se isto não foi das melhores cenas de PLL, alguém que me avise.
Uma cena mágica não é quando o personagem faz um grande discurso para nos prender a atenção. Uma cena mágica é quando um personagem sorri e esse ridiculamente pequeno sorriso nos faz prender a atenção. Para Mona, o uso de palavras é apenas um bónus que recebemos.
Por muito que queiramos prender-nos ao passado e às boas recordações, o que conta é o presente.
E aqui estamos nós, na Quinta Temporada.
A temporada em que vimos outra (se é que ainda é possível) faceta de Mona.
Conhecemos uma Mona apavorada e com medo de Alison. Uma Mona que teve que juntar um exército de pessoas contra Ali, porque de outra forma não conseguiria enfrentá-la. Apesar de ter uma força incrível, os fantasmas do passado ainda a assombram! E Alison é cá o raio de um fantasma.
E infelizmente, como de uma epopeia se tratasse, chegamos ao fim.
Chegamos ao fim da caminhada da melhor personagem de todos os tempos das séries americanas. Da personagem mais intrigante, misteriosa e suculenta que já conheci.
Com ela queria sempre mais. Sem ela muito se vai perder.
O dia 26 de Agosto de 2014 foi marcada pelo brutal assassinato de Mona Vanderwaal. Por coincidência, foi também o dia em que Rosewood perdeu a sua magia e o dia em que PLL perdeu parte da sua essência. Foi um dia de perdas.
Foi o dia em que no twitter o assunto mais falado no momento em diversos países foi #RIPMona. O dia em que esse mesmo assunto continuou a ser o mais falado, diversas horas depois do episódio ter acabado.
Mona Vanderwaal morreu. Mas o que ela nos deu continua bem vivo. Uma personagem como esta não merecia ter um fim. Pelo menos não como este.
Não sei como irá ser PLL daqui para a frente. Não sei como será saber que Mona não nos irá brindar mais com a sua presença empolgante. Não sei como PLL irá retomar a sua magia.
Mas sei como será daqui para a frente. Sei que esta série ganhou a maior das suas perdas. E sei que apesar do rumo que os escritores lhe quiserem dar, nada vai ser igual. Porque nada é igual com a presença de Mona.
E foi assim que vos apresentei Mona Vanderwaal. Não vos consigo explicar o motivo de ela ser a minha personagem preferida sem ser por este texto.
Não vos consigo explicar a tristeza que sinto devido à sua morte no grande ecrã.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Apesar de tudo,
You won, Mona. And Alison lost.
Descansa em paz, big mon-A!
- DF
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84 anos depois, as séries televisivas são mundialmente conhecidas por atraírem milhares de fãs.
Algumas são de comédia, outras de romance e intriga, ou ainda de mistério, suspense ou terror.
Ao longo do tempo foram-nos apresentadas séries de sucesso ou séries que foram canceladas apenas na primeira temporada. Conhecemos personagens que pouco interessavam para a história e outros que mudaram toda a dinâmica da televisão.
A 8 de Junho de 2010 a rede de televisão ABC Family exibiu uma série que prometia dar que falar e que quebraria todos os records até então.
Pretty Little Liars (Pequenas Mentirosas) era então a recém aposta da televisão americana. Classificada como sendo uma série de drama, suspense e mistério e baseada nos livros com os mesmos nomes, PLL prometeu mudar a vida dos adolescentes de todo o mundo.
Situada na pequena cidade de Rosewood, na Pensilvânia, a série retrata a vida de um grupo de 4 raparigas que depois do desaparecimento da sua líder, começam a receber mensagens anónimas assinadas por "-A", que ameaça revelar todos os seus segredos.
Mas para quem tem o hábito de ver séries, sabe que existem personagens que ficam marcadas na história. Existe personagens que têm o dom de nos colar ao ecrã. Existem personagens que arrebatam uma única série, um único episódio ou uma única cena.
Mona Vanderwaal arrebatou a minha forma de ver televisão! Mona Vanderwaal apresentou-me o que é ser um personagem que faz história e que a marca de uma forma que nenhum outro consegue.
Mona surge na primeira temporada em flashbacks como uma rapariga bastante impopular antes de Alison desaparecer. O seu sonho era apenas pertencer ao grupo da Queen Bee. Mas Ali sempre a ridicularizou, enfatizando diversas vezes que ela não passava da "Loser Mona".
Depois de Alison desaparecer, Mona criou uma grande amizade com Hanna Marin. Ambas tornam-se as raparigas mais populares da Secundária de Rosewood.
E é assim que conhecemos Mona à primeira vista: uma rapariga simpática, fútil e com um grande sentido de humor.
Mas Mona é mais do que isso! Muito mais. No mais fundo do seu ser, Mona nunca esqueceu nem perdoou a forma como Alison a tratou. É uma rapariga insegura, cheia de complexos. Devido ao bullying que sofreu pela parte de Ali e à rejeição que sentia pelas pessoas à sua volta, Mona criou uma dimensão em si própria, no qual não era feliz com a sua vida.
O que Mona apenas queria, era atenção e carinho pela parte das pessoas. Era ser notada e amada. Era conseguir ter uma amizade verdadeira. E conseguiu-a com Hanna.
Foi por isso que tomou as rédeas do jogo de -A e resolveu atormentar as Liars. Afinal, elas absorveram a atenção que Hanna dava a Mona para elas mesmas. Sendo assim, o último episódio da segunda temporada apresenta-nos uma actriz sensacional: Janel Parrish.
Mona foi revelada como sendo -A e todo o drama, mistério e aura de suspense à volta dela, faz-nos colar ao ecrã de uma maneira que mais nenhum outro personagem me conseguiu fazer.
Tudo parece andar em câmara lenta com Mona em cena. Queremos absorver cada minuto, cada movimento e cada palavra. Mona faz Pretty Little Liars tornar-se uma série mágica. O tom de voz, as expressões faciais e o olhar penetrante, tiram-nos da nossa dimensão e transportam-nos para a cidade fictícia de Rosewood. Num piscar de olhos já não estamos no nosso quarto: estamos no mundo de Mona Vanderwaal!
Na terceira temporada somos levados para um edifício em especial. O Sanatório de Radley torna-se a nossa primeira casa, porque o nosso quarto deixou de existir depois de Mona aparecer em cena e com os seus brilhantes poderes mágicos ter-nos tirado do nosso cubículo.
Apresento-vos as melhores cenas que PLL teve. A personagem mudou, apesar da actriz ser a mesma. E é isso que nos atrai.
Enquanto que antes víamos Mona como apenas a amiga de Hanna, a rapariga bonita que gostava de atrair as atenções para si mesma e que alinhava em roubo de lojas, agora vimos o outro lado.
O lado sombrio. Conhecemos a Mona maquiavélica. A Mona que sofre de um transtorno de personalidade. A Mona que bateu no fundo do poço mas que ainda tem a capacidade de nos tornar impossível não gostar dela.
Afinal, ela é a Mona! Com os seus cabelos compridos, olheiras e sem maquilhagem, brincando com bonecas de porcelana e cantarolando músicas que fazem qualquer um tapar-se com os cobertores em pleno Verão, com jogos de palavras e charadas, Pretty Little Liars faz-nos arrepiar dos pés à cabeça quando uma cena de Mona em Radley é exibida.
Mas é mais do que isto. Mona faz-nos querer arranjar coragem no mais fundo do nosso ser, abrir os portões de Radley, caminhar por aqueles corredores obscuros e ir ter com ela!
Ela faz-nos querer vê-la em cena. Faz-nos roer de ansiedade por mais.
Mas ela não é apenas uma pessoa com uma doença mental. O que tem de mau, também tem de bom. É um génio de duas pernas e extremamente inteligente.
E neste momento já não estamos em Radley. Estamos na caravana de Mona, exactamente no meio de todos os computadores que nos dão acesso a toda a informação que queremos saber sobre as Liars. E é aqui que a nossa cabeça se perde outra vez e nos embrenhamos de uma forma na qual não conseguimos sair. Somos um computador que foi invadido pelo vírus da Mona. E por mais anti-vírus que tentemos, não a conseguimos eliminar.
But she's all better now! E quando pensamos que ela não nos consegue surpreender mais, eis que caímos estatelados no chão.
A quarta temporada ensina-nos uma grande lição: Good girls do bad things sometimes (Raparigas boas fazem coisas más às vezes).
A confissão de Mona pelo assassinato de Wilden, faz-nos um nó na cabeça em três tempos. A banda sonora ajuda, mas o mérito é de Janel.
Porque se isto não foi das melhores cenas de PLL, alguém que me avise.
Uma cena mágica não é quando o personagem faz um grande discurso para nos prender a atenção. Uma cena mágica é quando um personagem sorri e esse ridiculamente pequeno sorriso nos faz prender a atenção. Para Mona, o uso de palavras é apenas um bónus que recebemos.
Por muito que queiramos prender-nos ao passado e às boas recordações, o que conta é o presente.
E aqui estamos nós, na Quinta Temporada.
A temporada em que vimos outra (se é que ainda é possível) faceta de Mona.
Conhecemos uma Mona apavorada e com medo de Alison. Uma Mona que teve que juntar um exército de pessoas contra Ali, porque de outra forma não conseguiria enfrentá-la. Apesar de ter uma força incrível, os fantasmas do passado ainda a assombram! E Alison é cá o raio de um fantasma.
E infelizmente, como de uma epopeia se tratasse, chegamos ao fim.
Chegamos ao fim da caminhada da melhor personagem de todos os tempos das séries americanas. Da personagem mais intrigante, misteriosa e suculenta que já conheci.
Com ela queria sempre mais. Sem ela muito se vai perder.
O dia 26 de Agosto de 2014 foi marcada pelo brutal assassinato de Mona Vanderwaal. Por coincidência, foi também o dia em que Rosewood perdeu a sua magia e o dia em que PLL perdeu parte da sua essência. Foi um dia de perdas.
Foi o dia em que no twitter o assunto mais falado no momento em diversos países foi #RIPMona. O dia em que esse mesmo assunto continuou a ser o mais falado, diversas horas depois do episódio ter acabado.
Mona Vanderwaal morreu. Mas o que ela nos deu continua bem vivo. Uma personagem como esta não merecia ter um fim. Pelo menos não como este.
Não sei como irá ser PLL daqui para a frente. Não sei como será saber que Mona não nos irá brindar mais com a sua presença empolgante. Não sei como PLL irá retomar a sua magia.
Mas sei como será daqui para a frente. Sei que esta série ganhou a maior das suas perdas. E sei que apesar do rumo que os escritores lhe quiserem dar, nada vai ser igual. Porque nada é igual com a presença de Mona.
E foi assim que vos apresentei Mona Vanderwaal. Não vos consigo explicar o motivo de ela ser a minha personagem preferida sem ser por este texto.
Não vos consigo explicar a tristeza que sinto devido à sua morte no grande ecrã.
Mas de uma coisa tenho a certeza. Apesar de tudo,
You won, Mona. And Alison lost.
Descansa em paz, big mon-A!
- DF
Fonte: Youtube









